Como cobrar sem destruir

Tem um tipo de cobrança que todo empresário conhece, é aquela que acumulou. Que esperou o momento certo que nunca chegou, que guardou episódio por episódio, semana por semana, até que um dia explodiu, na hora errada, do jeito errado, com energia de meses comprimida numa única conversa.

A pessoa do outro lado não entendeu a proporção. Você pareceu exagerado e o problema que poderia ter sido resolvido em dois minutos virou um grande problema que agora pode demorar semanas para se resolver.

Você reconhece esse lugar? A cobrança que funciona não é a mais dura, é a mais imediata.

Seja Tramontina

Existe um princípio que eu uso e ensino em toda consultoria: seja Tramontina. Um corte único, limpo, preciso. Na hora certa. Não no fim do mês. Não na próxima reunião de feedback. Ali. No momento em que o comportamento acontece.

A reunião começa com dez minutos de atraso e dois líderes entram depois de todo mundo. Você para. Olha pra eles. E diz com calma: quando chegamos atrasados, roubamos o tempo de quem chegou no horário. Aqui não é assim.

E a reunião continua. Sem drama. Sem lista de reclamações. Um corte. Limpo. Todo mundo entendeu.

Isso é cobrar sem destruir.

Quando a atitude vira hábito

Porque existe uma progressão que acontece quando você não age no momento certo. Você deixa a atitude virar hábito. O hábito virar caráter. E quando finalmente senta pra conversar, já não está corrigindo o que a pessoa fez. Está julgando quem ela é.

Julgamento cria defesa. Defesa cria distância. E distância destrói o que ainda havia de recuperável.

Cobrar cedo é mais gentil do que cobrar tarde.

Cedo você corrige o comportamento. Tarde você ataca a pessoa.

Sete palavras ditas no ato

A frase que muda o ambiente não precisa ser longa. Precisa ser verdadeira, dita no momento certo, com convicção de quem sabe o que defende.

Na nossa empresa não é assim.

Sete palavras. Ditas no ato. Valem mais do que horas de conversa depois que o estrago já foi feito.